Galeria Retrô: Os melhores (e piores) da teledramaturgia em 2013
Portal Almanaque
Por Adalberto Cordeiro, em 29/12/2013 às 21:40 Galeria Retrô: Os melhores (e piores) da teledramaturgia em 2013
Compartilhar

Dando prosseguimento ao nosso especial… 2013 — principalmente se comparado ao ano de 2012 com produções como “Avenida Brasil” (Globo), “Cheias de Charme” (Globo) e “Carrossel” (SBT) — foi bem mais irregular no segmento de teledramaturgia. Afinal, em um ano no qual nem as novelas das nove da Rede Globo tiveram uma trajetória positiva (vide “Salve Jorge” e “Amor à Vida”) já se vê que a história não foi tão boa. Mas de qualquer forma é hora de relembramos um pouco daquilo que passou pela nossa telinha em 2013. Os barracos, os casais românticos, os protagonistas marcantes e os personagens inesquecíveis passarão por nossas 17 categorias desse domingo.

Ah, e para não nos esquecermos: fica aqui prestada nossa homenagem ao eterno especial de final de ano, “Vídeo Show Retrô”. Diante das reformulações ocorrida nesse ano o vespertino da Globo não ganhou o citado especial, mas de qualquer forma nós ao menos não nos esquecemos dele.

Sem mais delongas! Vamos às categorias… 

1-    Personagem Riso Certo

Valdirene (Tatá Werneck), de “Amor à Vida” (Globo)

Quando “Piradinha”, de Gabriel Valim, toca em “Amor à Vida”, a gente já sabe: é riso certo! Tatá Werneck saiu da MTV para brilhar na estreia do autor Walcyr Carrasco no horário nobre da Globo — em um início, cá pra nós, bem complicado. Impossível não se divertir com a periguete, dona de alguns dos melhores momentos do folhetim e criadora de pérolas inesquecíveis. Cheia de talento, Tatá é destaque absoluto com a personagem.

 2-    Série Sambante

No quesito série nacional, não teve pra ninguém: deu “Pé na Cova”! O novo trabalho de Miguel Falabella é uma das melhores atrações que apareceu na TV nos últimos tempos. Apostando num humor politicamente incorreto e ácido, como estava faltando, o roteiro acerta com seus personagens ao mesmo tempo tão bizarros, mas tão humanos. Com uma medida de drama e emoção em todos os  episódios, o programa divertiu e mandou sua mensagem, e tudo isso embalado com o frescor de uma crítica social afiada.

 3-    Retorno Triunfal

Depois de onze anos fechadas, as portas de um certo apartamento do Arouche voltaram a abrir pra nos divertir. Sem dúvidas, um dos grandes momentos do ano foram os quatro episódios especiais de “Sai de Baixo”, do canal Viva. Diante de tamanha repercussão, principalmente nas redes sociais, os especiais voltaram a ocupar o horário das noites de domingo da Globo. Caco Antibes (Miguel Falabella) e companhia mostraram que ainda têm fôlego para garantir boas risadas, no estilo que os eternizaram. Foi, sem dúvida, uma grande iniciativa. Que a ideia se repita em outras ocasiões.

 4-    Talento de Gente Grande

Depois de brilhar como a Rita na primeira fase de “Avenida Brasil”, Mel Maia mostrou que talento não lhe falta mesmo. Como a Pérola de “Joia Rara”, a pequena mostra confiança e verdade em cena como muito adulto não consegue — não é mesmo Iran Malfitano, Malvino Salvador e cia? Muito mais do que só ditar um texto decorado – como a maioria dos atores mirins – Mel passa verdade e emoção em cada cena que participa. Como não amá-la?

5-    Vilão do Ano

Não há como negar: Félix é um dos poucos acertos de “Amor à Vida”. De uma genialidade singular, o “vilão” reinou na trama das nove absoluto. Do melhor tipo “amamos odiar”, o personagem de Mateus Solano divertiu e aprontou todas. Misturando o humor irônico com uma história de vida complicada, Félix teve traços psicológicos bem traçados e tudo isso interpretado magistralmente por Solano. Apesar de ter mudado radicalmente nos últimos meses, Félix continua garantindo bons momentos, mesmo com seu humor mais popularesco.

6-    Mocinha mais sem sal

Categoria disputadíssima entre Ester (Grazi Massafera) de “Flor de Caribe” e Paloma (Paolla Oliveira) de “Amor à Vida”. Mas no fim a médica do San Magno leva a melhor. “Pamonha”, como foi “carinhosamente” apelidada nas redes sociais, é uma personagem sem muitos atributos e qualidades admiráveis. Já foi se o tempo, em que as mocinhas de novela tinham que ser um poço de qualidades, exemplo de caráter, no melhor estilo romântico e idealizador. O público cada vez mais se identifica com a história de mulheres destemidas, independentes e mais passíveis ao erro, como qualquer ser humano normal, vide Nina (Débora Falabella) de “Avenida Brasil” e Griselda (Lilia Cabral), o “Pereirão, de “Fina Estampa” (2011).

 7-    Nojo do Ano

A personagem mais abominável do ano ganha esta categoria disparada: Amárylis (Daniele Winits), de “Amor à Vida”. Vamos aos fatos. Você tem um relacionamento ótimo com um boy magia, então, chega uma amiga da sua cidade se fazendo de boazinha e se oferecendo pra ser sua barriga solidária. Mas o que você não imaginava que a amiga da onça iria roubar o teu homem e ainda o seu filho! Nível mil na escala de ódio profundo.

8-    Casal como não amar?

Novela é pra divertir, emocionar, mas também para nos permitir sonhar. Como é bom vê aquele casal que quando entra cena só falta sair coraçãozinhos no ar, que faz despertar em você aquela carência adormecida. Este foi o caso de Giane (Isabelle Drummond) e Fabinho (Humberto Carrão), que arrancaram suspiros dos telespectadores de “Sangue Bom”.

9-    Casal Preguiça

Se alguns casais despertam na gente os mais bonitos sentimentos, outros fazem a gente querer mudar de canal de tanta preguiça, de tanto lenga-lenga. Este ano, Bruno (Malvino Salvador) e Paloma foram, sem dúvidas, os donos dos momentos menos românticos da TV. Esbanjando bondade e Zzzzzzzz. Melhor parar por aqui, senão dormimos só de lembrar. Ah, menção honrosa ao casal Théo (Rodrigo Lombardi) e Morena (Nanda Costa) de “Salve Jorge”. Mas se bem que falar de defeitos e “Salve Jorge” torna-se até redundante.

10-  Que química!

Envolvemos-nos com a história de amor de Giane e Fabinho. Não suportamos o “mamão com açúcar” de Paloma-Bruno e Morena-Théo. Mas se pudéssemos dar um prêmio ao “casal do ano” — em todos os aspectos — esse certamente iria para Carlão (Fernando Pavão) e Patrícia (Simone Spoladore) de “Pecado Mortal” (Record). Amparados por um texto delicioso do autor Carlos Lombardi, embalados por uma envolvente trilha sonora dos anos 1970 (I Just Wanna Stop na versão de Maurício Manieri) e tendo como uma base uma história de amor repleta de ciúmes, brigas, segredos, e muito sexo, o casal esbanja química e mexe com os nossos mais variados sentimentos.

 11- Melhor Enredo

Não teve pra ninguém! “Sangue Bom” divou na tela da Globo e merece entrar com louvor no hall das grandes tramas da emissora. Diferente e ousada, o folhetim de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, ao contrário da maioria, não tratou seus telespectadores como tolos e apostou num humor refinado e cheio de referências. A novela das sete apostou em quebrar os típicos estereótipos dos folhetins, trazendo personagens com psicológicos bem traçados e uma trama que mantinha seu ritmo próprio. Um grande presente ao público.

 12- Mocinho do Ano

Devidamente descamisado, como um bom mocinho de Carlos Lombardi, Carlão/Marcos Antônio (Fernando Pavão) é dos maiores destaques da ótima “Pecado Mortal”. Misturando comédia e ação, o personagem muito bem defendido pelo ator é um dos pontos altos da trama da Record. Um mocinho pouco tradicional e acima de tudo com personalidade — fica aqui nossas saudações ao Théo de “Salve Jorge” e Cassiano (Henri Castelli) de “Flor do Caribe”.

 13- Melhor Personagem

Amora Campana quebrou os clichês novelísticos e se tornou uma das melhores personagens da história da TV. Muito mais que uma vilã inescrupulosa, a it-girl mostrou um psicológico muito bem traçado e brilhou através da impecável atuação de Sophie Charlotte. A atriz recebeu muito bem esse presente de Maria Adelaide e Vicent Villari e soube conduzir a dúbia personagem como poucos.

14- Aí, sim…

Já deu para perceber que a novela “Amor à Vida” tem muitos pontos fracos, mas justiça seja feita a cena na qual a protagonista Paloma (Paolla Oliveira) descobre que Félix (Mateus Solano) foi o responsável pelo sumiço de Paulinha (Klara Castanho), a jogando quando neném em uma caçamba de lixo, foi um dos grandes pontos altos da trama. A surra de Paloma foi um dos barracos “daqueles” e mais uma vez justiça seja feita até mesmo Paolla Oliveira esteve magistral em cena.  Vale a pena relembrar o barraco do ano:


 15- A Salvadora

“Salve Jorge” teve muitas pedras no seu caminho, mas uma certa delegada não foi uma delas. Muito pelo contrário, coube a “Donelô” (Giovana Antonelli) os melhores momentos da novela. De longe, a Salvadora da complicada trama de Glória Perez. Personagem do jeito que o público brasileiro ama: guerreira, corajosa, verdadeira e ainda sim humana passível de erros. Giovanna Antonelli mostrou mais uma vez competência e marcou a personagem. Já a esperamos em “Em Família”, próxima trama das nove.

16- Cumpriu seu papel

De longe “Dona Xepa” (Record) não foi um dos destaques do ano, mas também passou longe de ser um mico, por isso leva esta categoria. A trama de Gustavo Reiz se mostrou correta durante seus poucos capítulos, numa fiel adaptação da peça teatral. Com seus bons momentos, a novela foi um “feijão com arroz” muito bem servido, mesmo que no horário errado, para o público. Com excelentes atuações de Thaís Fersoza e Ângela Leal, a trama cumpriu seu papel.

17-  Final surpreendente!

E para fechar nossa retrospectiva de 2013 fica prestada a nossa consideração positiva ao desfecho da trama “Flor do Caribe” (Globo), de Walter Negrão. A solar trama das seis não foi um grande sucesso, mas de maneira despretensiosa ao longo de seus capítulos encantou o público com belíssimas paisagens do Rio Grande do Norte, um enredo simples (mas instigante) e com boas atuações de seu elenco. Indo dos veteranos Sérgio Mamberti (Dionísio)  — de volta a TV — e Laura Cardoso (Veridiana) chegando ao novato Igor Rickli (Alberto) que surpreendeu com seu crescimento ao longo da trama.

Vale a pena relembrar o desfecho no qual o Alberto tenta se afogar e é socorrido pelos companheiros de infância, Ester e Cassiano.

Link vídeo:  http://migre.me/hc3fr

A teledramaturgia em 2013 não esteve tão forte como gostaríamos, mas conteúdo para nosso especial não faltou, não é mesmo? Pelo contrário, poderíamos criar muitas outras categorias. Que 2014 possa ser um ano produtivo com as estreias de “Meu Pedacinho de Chão”, “Geração Brasil”, “Em Família” e tantas outras.

Ah, e não se esqueça: amanhã, dia 30, temos a entrega do nosso “Framboesa de Ouro”. Se já premiamos quem foi destaque positivo em 2013 porque não premiar os negativos? Preparem-se para boas risadas.

Fotos: Divulgação, Reprodução/Internet, R7, Globo.com 

Por: Adalberto Cordeiro (@thiagotv) e Leonardo Antan (@leoantan) 

Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,